ITAPOÂ-DF

quarta-feira, 21 de junho de 2017

CÂMARA LEGISLATIVA APROVA INSTITUTO HOSPITAL DE BASE!



Depois de um dia tumultuado, com enfrentamento e discussões, a Câmara Legislativa aprovou, por 13 votos a 9, a criação do Instituto Hospital de Base, órgão que vai gerir o maior hospital do DF. 


O que a criação do Instituto muda para a população? Nada, na verdade, o hospital continuará, segundo o Secretário de Saúde, Humberto Fonseca, sendo público, ou seja, os recursos que custeará a nova estrutura continuará vindo dos cofres públicos.


O que se espera, na verdade, é uma maior agilidade na aquisição e manutenção de equipamentos, compras de medicamentos e contratação de pessoal.  


Já para os concurseiros e os defensores de uma saúde gerida pelo Poder Público, haverá uma grande mudança.


Não haverá mais concursos públicos para a contratação de pessoal que integrará a nova estrutura, os novos funcionários, geridos pela CLT, passarão apenas por um processo seletivo simples, o que poderá dar margens a “cabide de emprego”, pessoas indicadas por políticos.


As compras e contratações de fornecedores não passaram pelo crivo da lei de licitação, ou seja, o Instituto poderá contratar qualquer fornecedor, não sendo exatamente àquele que oferece as melhores vantagens para a Administração Pública. 


Se vai melhorar para a população? Só o tempo dirá isto pelo fato das experiências de outrora não ter funcionado no DF. 


Lembram da Fundação Zerbini ou do Instituto Candango de Solidariedade da Real Sociedade Espanhola? 


Estas três instituições deixaram um rombo nas contas públicas e até hoje não foram recuperados. 


O modelo usado para chancelar o Instituto Hospital de Base é o usado no Hospital Sarah Kubitschek , mas a própria gestora do Sarah já afirmou em reportagem publicada no Correio Braziliense que tal modelo não poderia ser usado em um hospital como o HBDF, isto pelo fato do Sarah ser um hospital quaternário, ou seja, funciona no modelo de “portas fechadas”, sem pronto socorro, o que não é o caso do HBDF, que funciona no modelo de “portas abertas”.


Segundo a gestora do Sarah, se a instituição tivesse sido consultada, seria sugerido que o novo modelo de gestão começasse por uma unidade de saúde menor e não o maior hospital do DF.


Já o Procurador do Ministério Público da União junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira, a criação do Instituto Hospital de Base é uma “falácia” e que agilidade e flexibilidade muitas vezes são buscadas como meio para agilizar e facilitar não a gestão, mas a corrupção e a captura política da instituição como cabide de emprego. 


Para o procurador, o problema da saúde não são causados pelas leis 8.666 (regime de compras e contratações) ou por estatutos de servidores. 


Ainda segundo o procurador, a saúde do DF tem problemas de gestão, mas não se faz necessário um novo modelo de gestão.


Por fim, o procurador afirma que para quem é competente e bem-intencionado, o formato da administração direta, autárquica ou fundacional não pode ser um obstáculo para uma boa gestão. Já para quem não boas intenções ou não tem competência, o formato da iniciativa privada facilitará os desvios e a prática de nepotismo. 


Para o procurador, se a intenção é dar autonomia financeira, administrativa e operacional, o Estado poderia criar uma Fundação Pública ou uma Autarquia. 

Fonte: CorreioWeb

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CPF SE TORNA DOCUMENTO ÚNICO PARA ACESSAR INFORMAÇÕES E BENEFÍCIOS DO GOVERNO

Foi publicado no Diário Oficial da última terça-feira, 12/03 o Decreto n° 9.723/2019, que institui o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) co...